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A Grande Guerra na obra de Henry de Groux

13/07/2014


Soldados mortos numa trincheira. Via British Library.

Soldados a carregar um ferido de guerra. British Library.

Soldados a partir para a guerra. British Library.

Soldados com máscaras de gás. Via British Library.

Soldados com máscaras de gás. Via Art of the First World War.


Primeiro. Henry de Groux foi um pintor simbolista belga (1866 - 1930). O seu Christ aux Outrages é considerado a sua obra-prima, retratando Cristo a ser linchado por uma multidão. No livro de Giovanni Papini, O Passado Remoto, de Groux é retratado como sendo um louco, apesar de bom artista, pelo que «a sua arte era concebida pelos signos do turbilhão e do furor».

Segundo. Esta descrição da sua arte explica os seus traços enérgicos e talvez o porquê da temática hoje aqui apresentada. A primeira guerra mundial foi, para as pessoas que a viveram, um acontecimento traumático e de grande mudança, a todos os níveis que se possa imaginar. No caso de Henry de Groux, para além de ler as notícias bastante descritivas do horror da guerra, assistiu ele próprio aos acontecimentos.

Terceiro. Creio que se nota bem, especialmente na primeira e segunda gravura, o aspecto fatídico e interminável da Grande Guerra. Há uma grande quantidade de arte sobre o assunto, não só pintura, como também literatura, numa tentativa de compreender o que se sucedeu, numa tentativa de mostrar indignação e revolta. Talvez numa tentativa de superar o trauma.

As naturezas mortas de Félix Vallotton

16/02/2014

Félix Vallotton (1865-1925) foi um pintor suíço, depois nacionalizado francês, também conhecido pelas suas xilografias. Temas recorrentes das suas pinturas são as paisagens, os retratos e as naturezas mortas, estas últimas caracterizadas pelo seu "movimento" (fazendo-me lembrar Cézanne). Eis algumas.

Flores e morangos, 1920. Imagem daqui.

Natureza morta com pimentos vermelhos numa mesa branca
envernizada, 1915. Imagem daqui.

Natureza morta com um grande jarro de faiança, 1923. Imagem daqui.

Presunto, 1918. Imagem daqui.

Natureza morta com gladíolos, 1924. Imagem daqui.


Mais sobre Félix Vallotton (em inglês):
Outras obras podem ser vistas no Museum Syndicate e um artigo de Julian Barnes sobre o pintor pode ser lido no Guardian.
Algumas das suas xilografias podem ser vistas no site do MoMA.
Uma pequena biografia do artista pode ser lida na wikipédia.

Skulls quoting Oscar Wilde

15/07/2013

Skull quoting Oscar Wilde, Caveira citando Oscar Wilde, se preferirem a tradução, é o nome de vários quadros do artista Fabrizio Cassetta (que assina os seus trabalhos como Lautir). Como o próprio título indica, estes quadros representam caveiras ao lado de citações de Wilde.

Sobre quem teve a brilhante ideia de juntar caveiras com as citações de Wilde, não se encontra grande informação na internet (ou, se calhar, fui eu que não soube/quis procurar direito). Uma informação fiável e válida, por ter sido escrita pelo próprio, pode ser encontrada no fine art america.

Os quadros são feitos em cartão, a aquarela e a tinta acrílica. A informação e as imagens foram retiradas do fine art america, onde podem encontrar mais destas citações.


Algumas obras de Rob de Haan

07/08/2012

Rob de Haan é um artista holandês, autodidacta, cuja carreira dura há mais de 50 anos. É um artista exímio, cujas obras transportam-nos para para a estética dos finais do século XIX e princípios do séc. XX (parece-me, foi essa a impressão que tive). Eis alguns dos quadros do pintor (com os títulos em holandês).


Abstract

Portret
 
Strandtafereel

Waterlelies

Bouquette

Toscane

Vejam mais na galeria online do pintor - de onde, aliás, foram retiradas as imagens deste post.

Citações de Joan Miró (e alguns dos seus quadros)

29/01/2012

The garden
Joan Miró nasceu a 20 de Abril de 1893, em Barcelona, e foi um importante pintor espanhol, um dos grandes vultos do surrealismo e abstraccionismo. Não me adianta escrever aqui mais sobre ele, pois certamente os leitores já estão familiarizados com o pintor.

Encontrei este site, em inglês, sobre a vida e a obra de Miró. Lá pelo meio existem citações que o artista fez sobre, principalmente, o seu trabalho. Eis algumas delas, traduzidas pela minha pessoa:

The Singing Fish
"Para mim, um objecto é algo que tem vida. O cigarro ou esta caixa de fósforos  contêm uma vida secreta muito mais intensa do a de alguns seres humanos."

The Running Man
"Eu tento aplicar as cores como palavras que formam poemas, como notas que formam música."

The Melancholic Singer
"As obras devem ser concebidas com fogo na alma, mas devem ser executadas com uma frieza clínica."

Retrato de Niña
"O quadro nasce dos pincéis como o poema nasce nas palavras. O significado vem depois."

Sem título
"As coisas mais simples dão-me ideias."

Pintura sobre papel Ingres

*As imagens foram retiradas do site citado acima.

Meia dúzia de improvisações de Kandinsky

02/01/2012

Wassily Kandinsky foi um pintor russo, de nacionalidade francesa, nascido a 4 de Dezembro de 1866, em Moscovo. É considerado o primeiro pintor ocidental a fazer abstraccionismo. Abaixo, seguem-se algumas das suas improvisações:

Improvisação nº 3, 1909

Improvisação nº 6, 1909

Improvisação nº 7, 1910

Improvisação nº 10, 1910

Improvisação nº 11, 1910

Improvisação nº 12, 1910

Mais info do pintor aqui e aqui.
Imagens retiradas de wassilykandinsky.net.

Cézanne, de Ulrike Becks-Malorny

11/12/2011

Este livro sobre a vida e obra de Cézanne, escrito por Becks-Malorny, faz parte duma colecção da Taschen – editora alemã de arte, arquitectura e design. Obviamente, comprei o livro porque admiro a obra de Cézanne e, sendo assim, porque não quereria saber mais sobre o pintor?

É um livro bastante interessante. É praticamente um “tudo o que precisa de saber sobre a vida e a obra de Cézanne”. O livro é metade biografia, metade a explicar os principais trabalhos do pintor – é, a bem dizer, uma biografia de Cézanne ilustrada com as suas próprias obras ou, ainda, a sua obra contextualizada com factos sobre a sua vida.

E é precisamente este o ponto forte do livro: a excelente contextualização dos quadros que foram escolhidos para esta edição, ou seja, o como, o porquê e o quê, é o que está explicado neste livro, quer nas legendas, quer nos textos – o que é sempre bom para quem não percebe nada do assunto.



Para além de explicar a obra de Cézanne, o autor também explica as estéticas e a sua importância para a época, bem como a reacção do público – que dificilmente aceitava algo de novo ou contraditório aos ideais da Escola de Belas-Artes (a suma autoridade no que tocava à arte).

O livro também tem pequenas curiosidades sobre a vida de Cézanne, pormenores interessantes, como, por exemplo, a última carta que escreveu antes de morrer – carta dirigida ao seu fornecedor de tintas a reclamar a demora de entrega de material.

Em conclusão, resta-me dizer que esta é uma boa edição, com imagens a cores, fotos de Cézanne e da sua casa ou estúdio e cronologia da sua vida, bem como capas de livros sobre o pintor, obras que o influenciaram e rascunhos. Como disse acima, é um livro que retrata o essencial sobre o artista.
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